Localizado na Rua da Conceição, ao lado da antiga instituição cultural da cidade e do estado. De acordo com Jeanne Nesi (1999), sua construção data de 1906 e sua inauguração se deu em 1908. Além de abrigas o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, entre 1908 e 1933, também funcionou com sede do tribunal de justiça (GOSSON, 1998).

Com sua arquitetura neoclássica, a edificação caracteriza-se pelos frontões curvos e triangulares, pela platibanda e pela balaustrada arrematando o coroamento das paredes. Ainda destaca-se a escadaria lateral e o balaústre com 1,50m de altura sobre o qual a edificação ergueu-se, caracterizando-a como uma construção de porão alto.

Tombado, como Patrimônio Histórico, a nível estadual desde 1984 esta edificação é guardiã da memória potiguar. Em seu acervo, encontram-se coleções de jornais, revistas e mapas e uma biblioteca com cerca de 25.000 volumes. Dentre as obras ali existentes destacando-se uma edição de Os Lusíadas (1720), uma coleção do Diário das Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa (9º vol. De 1821-1823) e o único exemplar ainda existente da 1ª historia do Rio Grande do Norte, de Ferreira Nobre, edição de 1877.
Aborte a visitação pública, funciona de 8h às 12h e das 14h às 17h. Pautando, nestes cem anos de história como lugar de pesquisa e estudo de história norte-riograndense.

COLUNA CAPITOLINA

Esta coluna foi presenteada à cidade pelo então líder italiano Benito Mussolini para comemorar o vôo Roma/Natal, realizado em 1928, com a travessia do Atlântico sem escalas, pelos aviadores Arturo Ferrarin e Carlo Del Prete. O monumento é uma coluna extraída das ruínas do templo sagrado de Júpiter, cuja localização fica no Monte Capitólio, em Roma. Daí a sua tradicional denominação (NESI, 1994).
Inicialmente, a coluna foi instalada na esplanada do Cais do Porto, no bairro Ribeira. Segundo Nesi (1994, p.97), “a solene inauguração do monumento ocorreu no dia 8 de janeiro de 1931, na presença do general Ítalo Balbo, Ministro da Aeronáutica” da Itália.

Em 1935, com o levante comunista em Natal, o monumento foi ojerizado como símbolo do fascismo. Posteriormente, a Coluna foi erguida na Praça João Tibúrcio. Tempos depois, foi transferida para a Praça Carlos Gomes, no Baldo e, atualmente, encontra-se no Largo Vicente Lemos, em frente ao Instituto Histórico e Geográfico, na Cidade Alta.
De relevante valor artístico e histórico, a Coluna Capitolina foi tombada como Patrimônio Histórico Estadual em 17 de fevereiro de 1990.