O processo de ocupação do território do Rio Grande do Norte foi iniciado no século XVI. Nesse momento histórico, ocorria a conquista e exploração do litoral brasileiro por parte de Portugal. Mas ocorria também a revolução comercial na Europa, a expansão das atividades mercantilistas, que motivaram a descoberta de novas terras e consequentemente de novas mercadorias para o comércio europeu.

A exemplo de todo o litoral brasileiro, a exploração inicial do nosso território induzia a criação de pequenos núcleos de população, postos de apoio e de defesas  para as atividades de exploração do pau-brasil. Esse momento não induz a formas significativas de povoamento.

O Rei de Portugal, D.João III, acreditava que essa seria uma forma ideal para soerguer a nobreza portuguesa, que receberia essas terras para exploração, e ao mesmo tempo uma maneira de ocupar e guarnecer o nosso litoral, naquela época ja visitado por corsários e piratas.

A experiência de dividir territórios e doá-los , para a exploração por parte de capitais privados, tinha sido bem sucedida nas colônias portuguesas de Açoares e da Ilha da Madeira, mas no Brasil esse sistema fracassou, principalmente porque os Donatários dessas terras eram nobres falidos, sem capitais para investir nas terras doadas  aos mesmos pela coroa portuguesa , e alguns não chegavam ao Brasil para tomar posse de sua capitania.
Capitanias

 

A Capitania do Rio Grande do norte, que equivale hoje ao território do Rio Grande do Norte e partes do estado da Paraíba e Ceará no seu alongamento para o interior, abrangia terras dos atuais estados do Ceará, Piauí e Maranhão, foi doada a João de Barros e Aires da Cunha, que tentaram, por duas vezes, a ocupação desse território; primeiro com Aires da Cunha e depois com os filhos de João de Barros, fracassando em ambas as tentativas.

 

Fonte: Economia Rio Grande do Norte – Estudo Geo-Histórico e Econômico – José Lacerda Alves Felipe, Aristotelina Pereira Barreto Rocha, Edilson Alves de Carvalho – Editora Grafset